Fake News: o que diz a ciência e como a tecnologia pode ajudar (ou atrapalhar)

Em julho de 2019, o pesquisador Romualdo Alves Pereira Júnior falou com o Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia da USB sobre fake news. Em sua entrevista, Romualdo comentou sobre diferentes visões e abordagens sobre o tema, passando por assuntos como filosofia, ciência e práxis, inteligência artificial e o “estado da arte” no combate às fake news.

Em relação à filosofia, Romualdo destaca a importância da Filosofia da Informação e, em particular, com a Teoria da Verificabilidade da Informação, que fundamenta em bases lógicas e matemáticas o conceito de informação. Isso é relevante porque discute justamente o conceito do que é informação, o que é desinformação e o que é má-informação, aspectos essenciais para atuar sobre o problema.

Em outro trecho, destaca a utilização da ciência de dados como uma das principais abordagens para identificar informações falsas através de análise de dados textual e aprendizado de máquina. O resultado final dessas abordagens evidenciam os sistemas de anotação, provas de conceito e sistemas de recomendação, além de ferramentas para análise exploratória e visualização, facilitando a detecção de fake news.

As pesquisas mais recentes no assunto, segundo Romualdo, podem ser categorizadas em análise de conta, anotação, análise de conteúdo, análise de propagação e intervenção. Outras iniciativas incluem a combinação dessas categorias com análises verticalizadas em temas como eleições, catástrofes, tabloide etc. Aponta, também, tecnologias como Deep Fake, que permite manipular vídeos para sobrepor o rosto de uma pessoa a outra, e são utilizadas para disseminar conteúdo falso gerando credibilidade.

Em sua conclusão, o pesquisador aponta três alternativas para enfrentar o problema das fake news no que se refere ao setor público: a postura passiva do governo federal, que assume uma posição de não-responsabilidade em enfrentar a questão; a tentativa de mitigar a propagação diretamente nos provedores de informação, especialmente as mídias sociais; e a atuação em relação às marcas do governo, ou seja, a reputação das instituições públicas nas mídias sociais, portais de notícias etc.

A entrevista completa está disponível em http://www.cest.poli.usp.br/pt/entrevista-com-romualdo-alves-pereira-junior-sobre-fake-news-2/.

Romualdo Alves Pereira Júnior é pós-doutor em Ciência e Engenharia de Dados pela University of Ottawa – uOttawa (Canadá). Atualmente responde pela Coordenação de Análise de Dados e Inteligência da Informação na Presidência da República e é pesquisador do Instituto Modal.

Bruno Souza é bacharel em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Brasília, Especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Diretor Técnico no Instituto Modal.

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